quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ressaca.

Quem nunca, no meio de uma dor de cabeça infernal deu uma risada, de leve, lembrando-se da noite anterior? Você nunca? Lamento... Você sim?! Continuemos.

O guru do Crato, Xico Sá, outro dia afirmou que só na ressaca o homem é bom por inteiro. Em meio aquela dor de cabeça, aquela moleza no corpo, aquela mente dispersa, aquela inércia moral, física e intelectual, total torpor. Em meio a essas sensações qual o homem(mulher) que seria capaz de pensar em maldade, pensar em ludibriar alguém?

A ressaca é como uma cicatriz de honra, uma marca de uma batalha vencida (às vezes não!). Assim como as cicatrizes de Ulisses provocadas por sua odisseia astuciosa.

Todos os humanos devem possuir uma história de ressaca para contar!

“Meu Deus, minha cabeça vai explodir, nunca mais faço isso”, “nunca mais bebo vinho”, “nunca mais vou brincar com bebida”... Linda mentira! Vai sim repetir, sabe por quê? Por causa da noite anterior. (Você que já teve uma ressaca me entende). No máximo vai trocar a vodka pelo Uísque, ou o vinho pela cerveja, entretanto vai repetir à dosagem a altura e terá outro dia de inércia e torpor.

É um pouco ressacado que termino minha primeira crônica porque na noite passada era carnaval e eu estava pelas ruas do Recife. Até o próximo, onde estarei outra vez ébrio pelas ladeiras de Olinda durante o dia, e de cérebro perturbado pelas ruas do Recife durante a noite onde escreverei mais uma crônica embriagada.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Os bairros e eu.

Era manhã (mas o sol já ardia)
Caminhava entre os santos
Tropeçava em felicidades
(Que não eram minhas)
Fui de Santo Amaro
A São José

Era noite (os faróis clareavam)
Pedalava em ares "nobres"
Desviava de carros e dúvidas
(Que eram minhas)
Da Jaqueira
À Madalena

Em cada bairro, um de mim
Em cada pessoa que cruzei
Ali um pouco me deixei
(E um pouco levei)
É lindo
Andar por aqui

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Seu comportamento era desmedido


Provou do amargo que reside
Do outro lado da vitória.
Dividiu o que não se divide,
Produziu reconfigurada história.

Sua mente era tão disforme
Quanto o seu corpo.

Não queria ser insuficiente
Pregava o que jurava alcançar.
Uniformidade sempre em mente,
Não queria se vê desviar.

Seus anseios eram tão intensos
Quanto o seu olho

Suas ações não correspondiam
Ao tamanho dos seus desejos
Todos seus amigos sabiam
Do seu comportamento em festejos.

Seu comportamento era tão desmedido
Quanto sua mente.

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ficou guardado.



A gente se olhou
A gente se abraçou
A gente só conversou

Discutimos sobre história, memória,
Política e sociologia.

O diálogo se estendeu, discutimos Deus,
Numa mansa antropologia.

Eu a olhava
Ela me olhava
E só conversava

A prosa percorria, e o que queria,
Ninguém revelou.

Abraçamos-nos, caminhamos
E o dia acabou.