sábado, 22 de dezembro de 2012

Os bairros e eu.

Era manhã (mas o sol já ardia)
Caminhava entre os santos
Tropeçava em felicidades
(Que não eram minhas)
Fui de Santo Amaro
A São José

Era noite (os faróis clareavam)
Pedalava em ares "nobres"
Desviava de carros e dúvidas
(Que eram minhas)
Da Jaqueira
À Madalena

Em cada bairro, um de mim
Em cada pessoa que cruzei
Ali um pouco me deixei
(E um pouco levei)
É lindo
Andar por aqui

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Seu comportamento era desmedido


Provou do amargo que reside
Do outro lado da vitória.
Dividiu o que não se divide,
Produziu reconfigurada história.

Sua mente era tão disforme
Quanto o seu corpo.

Não queria ser insuficiente
Pregava o que jurava alcançar.
Uniformidade sempre em mente,
Não queria se vê desviar.

Seus anseios eram tão intensos
Quanto o seu olho

Suas ações não correspondiam
Ao tamanho dos seus desejos
Todos seus amigos sabiam
Do seu comportamento em festejos.

Seu comportamento era tão desmedido
Quanto sua mente.

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ficou guardado.



A gente se olhou
A gente se abraçou
A gente só conversou

Discutimos sobre história, memória,
Política e sociologia.

O diálogo se estendeu, discutimos Deus,
Numa mansa antropologia.

Eu a olhava
Ela me olhava
E só conversava

A prosa percorria, e o que queria,
Ninguém revelou.

Abraçamos-nos, caminhamos
E o dia acabou.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Do poeta pra tu, poesia.



Porque esperar juras de amor?
Mas poesia (mais poesia)
Porque esperar reflexão social?
Mas poesia (mais poesia)
Porque esperar saudosismo ou esperança?
Mas poesia (mais poesia)

Fique livre pra entender
Sentir saudade, ter esperanças
Refletir a sociedade, jurar amor.
Mais poesia (mas poesia)