sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Eu bem te vi: me leve

Me leve
Sou leve
Não negue
Que me segue

Já te vi
Me olhando
Sonhando
Eu bem-te-vi

Era dia
Tinhas mordomia
Porque sabia
Qu'eu também queria

Já te vi
Me olhando
Navegando
Eu bem te vi

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ressaca.

Quem nunca, no meio de uma dor de cabeça infernal deu uma risada, de leve, lembrando-se da noite anterior? Você nunca? Lamento... Você sim?! Continuemos.

O guru do Crato, Xico Sá, outro dia afirmou que só na ressaca o homem é bom por inteiro. Em meio aquela dor de cabeça, aquela moleza no corpo, aquela mente dispersa, aquela inércia moral, física e intelectual, total torpor. Em meio a essas sensações qual o homem(mulher) que seria capaz de pensar em maldade, pensar em ludibriar alguém?

A ressaca é como uma cicatriz de honra, uma marca de uma batalha vencida (às vezes não!). Assim como as cicatrizes de Ulisses provocadas por sua odisseia astuciosa.

Todos os humanos devem possuir uma história de ressaca para contar!

“Meu Deus, minha cabeça vai explodir, nunca mais faço isso”, “nunca mais bebo vinho”, “nunca mais vou brincar com bebida”... Linda mentira! Vai sim repetir, sabe por quê? Por causa da noite anterior. (Você que já teve uma ressaca me entende). No máximo vai trocar a vodka pelo Uísque, ou o vinho pela cerveja, entretanto vai repetir à dosagem a altura e terá outro dia de inércia e torpor.

É um pouco ressacado que termino minha primeira crônica porque na noite passada era carnaval e eu estava pelas ruas do Recife. Até o próximo, onde estarei outra vez ébrio pelas ladeiras de Olinda durante o dia, e de cérebro perturbado pelas ruas do Recife durante a noite onde escreverei mais uma crônica embriagada.