Acontece com todo mundo (entre aqueles que pegam ônibus).
Normalmente é na ida, a caminho da escola, da faculdade, do trabalho. Digo que
é na ida, porque na volta normalmente estamos cansados e com preguiça mental tal
que pouca coisa importa, senão chegar em casa.
Você entra no ônibus, paga a passagem e em meio aos Joãos e
as Marias – que estão sempre lá no ônibus nosso de cada dia – você encontra
aquele amigo de outrora, aquele amigo da época do ensino médio, aquele melhor
colega da época do estágio, ou o amigo da época que você ia pra igreja, enfim,
um ‘ex-amigo’.
O que você queria fazer era cumprimenta-lo e sentar-se em um
lugar onde não teria ninguém pra incomodar, onde só estivesse você e seus
pensamentos, com espaço para no máximo e apenas seu fone ouvido e suas músicas.
Entretanto a cadeira do lado deste ‘ex-amigo’ está vazia e é lá que você se
senta.
- Meu deus quanto tempo! [Exclama]
- Que saudade. [Mentira].
- Como tá todo mundo lá?
Mais umas três ou quatro perguntas e cessa o mendigo diálogo.
E isso antes de passar três pontos de ônibus, nem um quinto da viagem concluída.
Pronto. Chegou ao estágio mais chato da viagem. Não tem mais
assunto. Olha-se pra um lado, olha-se pro outro lado...
Confesse isso já aconteceu com você!
Uns mais desinibidos inventam assuntos e conseguem fazer uma
viagem tranquila com a companhia inesperada. Outros, assim como eu, não
conseguem. Peço licença, coloco o fone de ouvido e volto Aos Vivos de Chico
César, que a essa altura já lamenta a morte do pai de Benazir.
tem que treinar, esses desencontros acontecem mesmo. [=
ResponderExcluirKKKK adorei.
ResponderExcluirPior ainda quando é aquele parente de 2º grau e você não quer responder as mesmas perguntas inconvenientes de todos os encontros.